Portugal podia ter ganho um Óscar este ano.
A indústria do cinema poderia estar por esta hora a celebrar com champanhe e caviar, perdão, com espumante da Bairrada e Trufas de Trás-os-Montes, o nosso primeiro Óscar.
Como?
Simplesmente amordaçando o Manoel de Oliveira ou proibindo-o de fazer filmes .
Depois só é preciso contratar a nossa Soraia Chaves, despi-la dos seus papeis de fina e colocá-la no meio do vale do Ave. Também serve Rabo de Peixe nos Açores.
Nesta versão do “Quem quer ser milionário” entra obviamente o José Carlos Malato que não sabe fazer de conta mas é simpático e as velhinhas gostam dele.
Podemos convence-lo a figurar numa fila do Euromilhões durante duas horas numa sexta-feira à tarde.
Soraia Chaves: A nossa Penélope Cruz
Como está a Soraia Chaves podemos igualmente contratar o Nicolau Breyner e o José Pedro Vasconcelos que como sabemos são os dois marretas do cinema português.
Marretas, mas com mérito.
Sabem levá-las na certa e convence-las a tirar a cuequinha no écran e a abanar as maminhas em grande écran.
A Claúdia Vieira pode testemunhar a meu favor.
Com estes condimentos e com o Manoel de Oliveira sequestrado num quarto duma pensão do Peso da Régua num quarto com a Agustina Bessa Luís, aposto que ganhamos o Óscar.
De melhor filme?
Não.
De melhor país.

















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