O maluco do Fernando Alvim acertou outra vez na mouche.
Lendo o pedacinho da entrada que te deixo aqui em baixo, sinto o mesmo.
É uma espécie de desanimo. De não-vontade. De cansaço sem fim.
É como se fossemos uma história sem fim. Não eterna, mas em círculos. E roda e roda e roda.
É uma tontura não eufórica. Sem adrenalina. Sem tesão.
Até Quando?
Foi de um dia para o outro, não sei precisar bem quando, mas de repente Portugal tornou-se num país incómodo . Não para os outros países – como seria desejável - mas curiosamente para ele próprio. Portugal vestiu uma daquelas camisolas de lã ásperas, que em contacto com a pele, nos fazem levar a mão à gola vezes sem conta, como se tivéssemos deixado cair migalhas na cama. Portugal deixou de dormir bem, acorda ao mínimo barulho, duvida de tudo e de todos e , ironia das ironias, dúvida dele próprio. Houvesse um psicanalista para países e o nosso território estaria esparramado no divã a salivar da boca.
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