Não era a primeira vez que a via naquela paragem de autocarro.
Mas desta vez foi diferente.
Foi uma lufada de vento que me fez descobrir que ela tinha buço.
Aqueles pelinhos que compõe o espaço entre os buracos de respirar e e o buraco onde de esconde a cobra lambedora.
O facto dela ter buço até poderia ser um pormenor sem qualquer importância, se não fossem as cáries nos dentes frontais. Se ainda fosse nos queixais ou nos cisos ainda podia escapar. Claro que poderia suspeitar dessa condição cariada através do hálito.
Hálito. Buço. Paragem de autocarro.
Obviamente não era a Margarida Rebelo Pinto.
Pelo menos antes de se tornar sofisticada.
Apenas tinham um semelhança: eram empinadas de nariz. No caso presente o nariz arrebitado só me fazia ver melhor em contra-luz o buço da donzela.
Não podia piorar.
Podia!
Descobri que era do bloco de esquerda.
Tinha um arvoredo de tufo negro debaixo dos braços.
Era uma nórdica.
Aposto que gosta mais de vaginas do que eu.
















