O governo e os camionistas demoraram três dias para acabar com o bloqueio.
Percebo bem porque razão demoraram tanto tempo a conseguir um acordo.
É que para negociar com os camionistas, o governo precisou de arranjar um estacionamento compatível para estes dinossauros do asfalto. Estou a falar dos camiões, claro. Ora como o Ministério das Obras Públicas fica numa quelha, foi o cabo dos trabalhos para estacionar os TIR´s.
OK.
Depois de conseguirem estacionar os camiões, com a preciosa ajuda dos arrumadores que o Rui Rio expulsou da cidade do Porto, naquele seu programa de perseguição aos judeus, começaram as rondas negociais.
O que atrapalhou o processo foi o Ministro da Economia, Pinho, o Fumador. É que Pinho insistia em fumar e os camionistas que vieram num camião-cisterna opunham-se.
E então como se resolveu este impasse negocial.
Fácil: com 3 dias de bloqueio e outros 10 sem tomar banho, bastou aos camionistas descalçarem uma das botas.
Foi um chulé medonho.
Ninguém aguentou.
O ministro da economia meteu dois filtros de cigarro nas narinas e o ministro das obras públicas um máscara de pó e um capacete de obras.
Nada adiantou.
Quando os camionistas ameaçaram tirar as calças, colocar as cuecas de 3 meses em cima da mesa negocial ou simplesmente, levantar os braços…
Acabou a negociação.
O Presidente da República telefonou ao Primeiro-Ministro e exigiu o fim do bloqueio, gritando:
Oh Sócrates, acaba-me já com esse fedor, ou ainda acabamos com a nossa raça!
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