Colocar os doentes psiquiátricos nos hospitais gerais sempre me pareceu uma manobra arriscada.
Embora perceba que aqueles buracos onde eles estavam internados, os “hospitais” psiquiátricos, não são propriamente hoteis. São mais asilos. Ou silos de pessoas.
Escrevo sobre este assunto por causa do Hospital dos Covões.
Alguem deve ter mandado um doente apagar a luz e ele “apagou” o hospital. Desligou o quadro.
Mas como os doentes são criativos decidiram apagar a luz com uma mangueira de incêndio. Lavando o quadro eléctrico.
Ainda chegaram a pensar em fazer xixi nos dijuntores mas um deles queixou-se de que sentia cócegas por causa dos marotos dos electrões de corrente eléctrica.
A útima coisa que ouviram foi: “Oh Manuel Maluco, não te cheira a torradas queimadas?”
Resposta: ” Não! So me cheira a porco queimado.
“Ui! Os meus dedos armados em isqueiros.”
Ainda bem que não se lembraram do gasóleo do gerador eléctrico

















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