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O primeiro-ministro, José Sócrates, recebe hoje o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao fim da tarde, em São Bento, onde deverão ser assinados acordos bilaterais económicos, com especial incidência nos domínios das obras públicas, habitação e energia.in Publico
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O governo e os camionistas demoraram três dias para acabar com o bloqueio.
Percebo bem porque razão demoraram tanto tempo a conseguir um acordo.
É que para negociar com os camionistas, o governo precisou de arranjar um estacionamento compatível para estes dinossauros do asfalto. Estou a falar dos camiões, claro. Ora como o Ministério das Obras Públicas fica numa quelha, foi o cabo dos trabalhos para estacionar os TIR´s.
OK.
Depois de conseguirem estacionar os camiões, com a preciosa ajuda dos arrumadores que o Rui Rio expulsou da cidade do Porto, naquele seu programa de perseguição aos judeus, começaram as rondas negociais.
O que atrapalhou o processo foi o Ministro da Economia, Pinho, o Fumador. É que Pinho insistia em fumar e os camionistas que vieram num camião-cisterna opunham-se.
E então como se resolveu este impasse negocial.
Fácil: com 3 dias de bloqueio e outros 10 sem tomar banho, bastou aos camionistas descalçarem uma das botas.
Foi um chulé medonho.
Ninguém aguentou.
O ministro da economia meteu dois filtros de cigarro nas narinas e o ministro das obras públicas um máscara de pó e um capacete de obras.
Nada adiantou.
Quando os camionistas ameaçaram tirar as calças, colocar as cuecas de 3 meses em cima da mesa negocial ou simplesmente, levantar os braços…
Acabou a negociação.
O Presidente da República telefonou ao Primeiro-Ministro e exigiu o fim do bloqueio, gritando:
Oh Sócrates, acaba-me já com esse fedor, ou ainda acabamos com a nossa raça!
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O maluco do Fernando Alvim acertou outra vez na mouche.
Lendo o pedacinho da entrada que te deixo aqui em baixo, sinto o mesmo.
É uma espécie de desanimo. De não-vontade. De cansaço sem fim.
É como se fossemos uma história sem fim. Não eterna, mas em círculos. E roda e roda e roda.
É uma tontura não eufórica. Sem adrenalina. Sem tesão.
Até Quando?
Foi de um dia para o outro, não sei precisar bem quando, mas de repente Portugal tornou-se num país incómodo . Não para os outros países – como seria desejável - mas curiosamente para ele próprio. Portugal vestiu uma daquelas camisolas de lã ásperas, que em contacto com a pele, nos fazem levar a mão à gola vezes sem conta, como se tivéssemos deixado cair migalhas na cama. Portugal deixou de dormir bem, acorda ao mínimo barulho, duvida de tudo e de todos e , ironia das ironias, dúvida dele próprio. Houvesse um psicanalista para países e o nosso território estaria esparramado no divã a salivar da boca.