Estão na moda e desafiam qualquer tendência de moda que a Fátima Lopes nos queira impor.
Acredito mesmo que na mala do Ferrari de Cristiano Ronaldo sobrevivem alguns exemplares destas míticas camisas que todos compramos algum dia no Hipermercado Continente. Estão no fundo da mala. Estão junto com as cuecas da Dolce Gabana. Mas estão. Nem que estejam a embrulhar o macaco, junto ao pneu sobresselente.
Não confundir com o pneu de Nereida Gallardo.
Mas a aquilo que mais gosto nas camisas estampadas aos quadrado são os seus colarinhos duros, tesos, quase-asas de avião. Sem ser da AirFrance. Estes colarinhos tem uns botões para apertar no bico. Servem para domesticar estas camisas de supermercado e dar-lhes alguma dignidade. A possível.
O problema é que as senhoras das engomadorias desapertam estes pequenos botões de colarinho – branco não, estampado sim – e depois não avisam os incautos utilizadores destas belas, baratas e encardidas camisas.
Resultado: Esta manhã quase levantei voo ao sair de casa. O que bem vistas as coisas até não é mau. Pelo menos voava ao invés de me espalhar ao comprido. Na rua. Ou no passeio. Cheio de cócó de cão.

















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