O efeito Vanessa Fernandes já se está a sentir em todo o país, como um vento norte de rajadas acima dos 100 km/hora.
Os portugueses estão a andar mais de bicicleta e menos de carro.
Não há nada como uma medalha de prata olímpica para que os portugueses se voltem a sentir uns joaquins agostinhos da vida. E toca a pedalar.
Aliás os portugueses estão muito próximos do tempo em que Joaquim Agostinho ganhava sucessivamente a Volta a Portugal e mordia os calcanhares dos primeiros na Volta à França.
Era o tempo dos emigrantes para França, do vinho tinto consumido em medidas de garrafões, de pobreza, de fome e de analfabetismo.
Na altura ninguém tinha carro. Hoje, ninguém tem dinheiro para a gasolina.
E por isso os portugueses andam de bicicleta. Excepto os que vivem a 40 kilómetros das grandes cidades e que só tem uma autoestrada entupida a a servir de ciclovia.
A única coisa que poderia aumentar mais os passeios de bicicleta dos portugueses era um decreto do Ministro da Economia para retirar os selins das ditas. Isso a juntar à liberdade dos deputados do PS na liberalização dos casamentos para os homossexuais.
Neste mundo ideal aposto que até se poderiam fazer cortejos matrimoniais de bicicleta. Os noivos à frente, o padre e as freiras lá atrás.
Todos felizes e aos saltinhos, aproveitando os buracos da estrada e a falta do selim.
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