11
Junho

Tenho vários amigos especialistas em andar de carro sempre na reserva.

A luzinha amarela com aquela bomba de gasolina acende-se, o carro apita para a visar, o computador de bordo já nem mostra quantos quilómetros podemos andar mais… E eles impassíveis.

Confiam portanto na sorte ou na habilidade de saber exactamente quantas gotas de gasolina ainda tem para consegui chegar ao destino.

Depois de vez em quando, reabastecem um bocadinho.

Um bocadinho tão pequeno que a luz de combustível se mantém ligada. Mas assim eles já sabem que tem mais umas gotas ou litros que dão para vários quilómetros. Eles devem fazer umas contas de cabeça que não contam a ninguém e desconfio que poupam mais combustível do que qualquer um de nós.

Sim porque para fazer esta ginástica eles só podem conduzir sem grandes acelerações ou aventuras. Tudo lento, tudo regular, tudo no fio da navalha.

O que eu não sabia era que um dos meus amigos chegou a piloto da TAP.

Descobri hoje a caminho de Genebra, a caminho do jogo da selecção nacional de futebol.

Partimos de Lisboa a caminho de Genebra e dez minutos depois, o comandante Pedro falou às massas, ao povo, a nós:

Senhores Passageiros vamos ter de passar pelo Porto para reabastecer. É que no aeroporto de Lisboa não há combustível por causa da greve dos camionistas

Tu queres ver que o tipo agora também faz nos aviões o que fazia no velho Fiat 127?

Por isso é que na aterragem no Porto ele pôs o Airbus a balançar para um lado e para o outro, para recolher as últimas gotas de combustível.

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